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Sem foro privilegiado Eduardo Cunha pode ser julgado pelo juiz Sérgio Moro

Diversas 14/09/2016

 Depois de ter o mandato cassado, Eduardo Cunha perdeu o foro privilegiado e poderá ser julgado pelo juiz Sérgio Moro, em Curitiba. Ontem, ele começou a desocupar o gabinete na Câmara e o apartamento funcional que morava, em Brasília.

Aos poucos a Câmara dos Deputados recolhe o que sobrou de Eduardo Cunha. Caixa por caixa. O gabinete, no terceiro andar, teve que ser liberado. Os assessores nomeados vão ser exonerados.

O deputado cassado será substituído pelo primeiro suplente do bloco do PMDB. Marquinho Mendes é ex-prefeito e atual candidato à prefeitura de Cabo Frio, no Rio de Janeiro. Por duas vezes já ocupou a cadeira de deputados afastados.

Cunha tem 30 dias para deixar o apartamento funcional em Brasília. Perdeu ainda o carro oficial, seguranças, e o salário de R$ 33,7 mil. Com a cassação, Cunha fica inelegível até 2027 e perde o foro privilegiado. Dessa forma, parte dos processos que estão no Supremo deve ser enviada para outros tribunais.

No total, são 11 procedimentos contra ele: duas ações penais, cinco inquéritos, dois pedidos de investigação, uma ação que tratava do afastamento do cargo de deputado e um pedido de prisão.

Rodrigo Janot acusava Eduardo Cunha de utilizar a Câmara dos Deputados para tentar atrapalhar as investigações contra ele. Agora, depois da cassação, a expectativa do Ministério Público é de que o pedido de prisão seja arquivado pelo ministro Teori Zavascki, relator da Lava Jato.

Dois inquéritos e uma ação que envolvem pessoas com foro privilegiado devem ficar nas mãos do Supremo e do Tribunal Regional Federal, mas a ação penal em que Cunha é acusado de ter utilizar contas na Suíça para receber propina deve ser enviada para o juiz Sérgio Moro, em Curitiba.

Na segunda-feira (13), na coletiva que deu logo após ter sido cassado, Cunha disse que isso não é uma preocupação. "Eu não tenho preocupação com isso, eu tenho defesa e me sinto inocente. Como inocente vou me defender", declarou Eduardo Cunha, deputado cassado.

Durante a sessão da Câmara, Cunha citou o nome do presidente do Senado, Renan Calheiros, e disse que o senador recebe tratamento diferenciado na Justiça. Na terça (13), Renan respondeu. "Eu não sou especialista em Eduardo Cunha, não gostaria nem de falar sobre isso, mas aquilo que nós vimos ontem é aquilo: quem planta vento colhe tempestade", declara o senador Renan Calheiros (PMDB/AL).

Em nota, Eduardo Cunha respondeu ao presidente do Senado, Renan Calheiros. Em uma carta ele disse: "Espero que os ventos que nele chegam através de mais de uma dezena de delatores e inquéritos [no STF, incluindo Sérgio Machado], não se transformem em tempestade. E que ele consiga manter o cálice afastado dele".

Fonte: Globo

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