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Justiça autoriza participação de PMs em reconstituição de morte em SP

Jurídicas 24/07/2012
Justiça autoriza participação de PMs em reconstituição de morte em SP

 

A juíza Lizandra Lapenna, do 5º Tribunal do Júri, autorizou a participação dos três policiais militares presos pela morte do empresário Ricardo Aquino na reconstituição do crime. A decisão foi divulgada nesta segunda-feira (23). A data da reconstituição, porém, ainda não foi definida.
 
O pedido para a participação dos PMs no procedimento foi feito pela Polícia Civil. Segundo os delegados que investigam o caso, a reconstituição irá determinar a participação de cada PM no assassinato.
 
Ricardo Aquino voltava para casa na quarta-feira (18) e, de acordo com as investigações, estava em alta velocidade no bairro de Alto de Pinheiros, na Zona Oeste de São Paulo. O carro dele foi perseguido e cercado. Ricardo foi morto com dois tiros na cabeça. Os PMs disseram que confundiram o celular que ele segurava com uma arma. Os três PMs estão presos.
 
A mãe de Aquino disse nesta segunda que irá lutar para que outras famílias não passem pelo mesmo sofrimento. Acompanhada de amigos e parentes, Carmem Sacramento começou uma campanha por mais segurança e paz. “Quantos Ricardos vão precisar para que isso acabe?”, disse a mulher durante entrevista à apresentadora Ana Maria Braga, no programa Mais Você.
 
“Isso não pode esfriar”, desabafou a mãe de Aquino. “Nós não temos conseguido chorar pela morte do meu filho. Não são poucas pessoas que estão indignadas”, acrescentou durante a entrevista no Mais Você.
 
Durante a conversa, ela contou que vai começar um movimento para forçar o governo a melhorar o treinamento de policiais militares. Amigos publicitários de seu filho e sua família lançaram a campanha pelo Facebook “Quero mais, quero paz”. Um dos primeiros atos desse movimento será uma passeata, prevista para ocorrer no domingo (29), a partir das 10h, em frente à Oca, no Parque de Ibirapuera, Zona Sul de São Paulo.
 
Um cabo e dois soldados envolvidos na ocorrência foram autuados em flagrante por homicídio doloso (quando intenção de matar) e levados para o Presídio Militar Romão Gomes, na Zona Norte, onde permaneciam nesta segunda.
 
Droga
 
Após a morte, os policiais disseram ter encontrado no carro de Aquino cerca de 50 gramas de maconha. Na sexta, durante funeral do filho, Carmem disse que a droga foi colocada no veículo pelos PMs. “Você sabe que é plantada. Um cara que é mergulhador, que faz tudo que ele faz, não tem nada disso”, disse.
 
Após as críticas da família, a PM divulgou nota na qual afirma que investiga o caso. "A Polícia Militar, através de sua Corregedoria, apoia a Polícia Civil e auxilia na investigação do caso. Não corroboramos com qualquer tipo de infração ou irregularidade praticada por nosso efetivo."
 
O delegado Dejair Rodrigues, da Seccional Oeste, afirmou que o inquérito irá investigar como a droga foi parar dentro do carro. “Pressupõe-se que o policial militar fale a verdade, mas o inquérito policial foi instaurado para apurar as circunstâncias do crime, porque a autoria está esclarecida”, disse.
 
Repercussão
 
Pouco depois da morte de Aquino, o subcomandante geral da PM, coronel Hudson Camilli, disse que a ação dos policiais foi "tecnicamente correta", porém sem "justificativa legal". “No aspecto técnico, a ação deles não pode ser criticada. A ação foi feita imaginando que haveria injusta agressão contra eles, mas o indivíduo não estava armado. Portanto, existem reparos a serem feitos no aspecto legal. Não havia justificativa legal para a ação”, disse.
 
Para o secretário da Segurança Pública, Antonio Ferreira Pinto, os policiais que atiraram no empresário agiram de forma reprovável. “Erraram, erraram totalmente no momento em que atiraram, quando eles tinham muito mais condições, pela desproporção numérica, de abordar o rapaz e fazer com que saísse do veículo.”
 
Em nota, o governador Geraldo Alckmin lamentou tanto a morte do empresário na capital quanto a de um jovem que foi baleado e morto por policiais em Santos, no litoral. "Lamento, em nome do Estado, as mortes trágicas e injustificadas do publicitário Ricardo Prudente de Aquino e do estudante Bruno Vicente de Gouveia e Viana. A perda de vidas não pode ser reparada, mas nossa obrigação é apurar detalhadamente os ocorridos e punir com rigor os responsáveis", disse Alckmin.
 
Fonte: G1

Fonte: G1

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