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Unimed é condenada por negligência em parto de cabeleireira em MG

Jurídicas 04/08/2012
Unimed é condenada por negligência em parto de cabeleireira em MG

 

A Justiça condenou a Unimed BHCooperativa de Trabalho Médico Ltda. a indenizar uma cabeleireira, por danos morais, em R$ 16 mil. A mulher foi assistida durante o parto no Hospital Dia da Unimed, e os médicos deixaram em seu útero restos placentários que lhe causaram dores e hemorragia.
 
O parto ocorreu em 6 de março de 2008, e a cabeleireira sentiu fortes dores pós-operatórias, precisando retornar ao hospital. No dia 23 de março, a mulher foi submetida a um exame que comprovou a existência de restos placentários e coágulos em seu útero. Cinco dias depois, o mesmo teste foi repetido e confirmou o diagnóstico. Somente depois desses exames é que a paciente passou por uma curetagem.
 
No processo, a Unimed alegou que em momento algum houve falha nos serviços prestados, o que afasta qualquer tipo de responsabilidade da empresa. O juiz de primeira instância, entretanto, julgou procedente o pedido da paciente e condenou a Unimed ao pagamento de indenização por danos morais, no valor de R$ 27.250.
 
A empresa recorreu e, durante o julgamento, o desembargador relator, Guilherme Luciano Baeta Nunes, observou que, de acordo com o perito judicial, “houve censurável comportamento omisso dos médicos da Unimed, os quais negligenciaram tanto nos cuidados durante ou após o parto, como pela demora na realização da curetagem, colocando em risco a saúde da autora".
 
Tais circunstâncias, por si sós, são suficientes para a imposição de obrigação de indenizar à Unimed, que no caso responde objetivamente pela lamentável falha em que incorreram os profissionais a ela vinculados. Enfatizo que a empresa é responsável pela qualidade dos serviços, do atendimento e dos profissionais que contratou para atuar em seu nome, de modo que ela tem obrigação de garantir o tratamento adequado e a qualidade da prestação de serviços.
 
O relator concluiu afirmando que, apesar de ter passado por uma situação difícil, convivendo com dores e sangramento, a mulher teve o problema resolvido, com a quantia de R$ 16 mil sendo suficiente para compensar a ofensa moral sofrida, sem punir a empresa de forma excessiva nem gerando vantagem financeira indevida à cabeleireira.
 
Fonte: Midia News

Fonte: Midia News

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