Setembro Amarelo – Viver é preciso, falar sobre suicídio também - Notícias - Diligência - Credibilidade em informação jurídica

Notícias

Setembro Amarelo – Viver é preciso, falar sobre suicídio também

Jurídicas 19/09/2019
Setembro Amarelo – Viver é preciso, falar sobre suicídio também
A epidemia é calada, pois ninguém fala sobre o assunto tabu. Mas precisamos falar sobre suicídio, pois, de acordo com Organização Mundial da Saúde (OMS), mais de 800 mil pessoas tiram suas vidas a cada ano, sendo que para cada adulto que comete autoextermínio, pelo menos outros 20 atentam contra a própria vida. Além disso, o suicídio representa 1,4% de todas as mortes em todo o mundo; entre os jovens de 15 a 29 anos, é a segunda principal causa de morte.
Os dados ainda apontam que ocorre hoje um suicídio a cada 40 segundos e uma tentativa a cada três segundos no mundo; esse número supera a soma de pessoas que morrem de Sida (HIV), por causa das guerras e também aquelas motivadas por acidentes de trânsito. Mas apesar do cenário preocupante, é imprescindível ressaltar que ele pode ser prevenido.
Para o Poder Judiciário do Tocantins é crucial levar informação à população, às instituições públicas e privadas de trabalho sobre os sintomas da depressão e das várias doenças e condições mentais mórbidas que se associam ao suicídio, de modo a minimizar o estigma em torno do tema e buscar a detecção precoce e o tratamento apropriado dessas condições que são tão importantes na prevenção do comportamento suicida.
Direitos e uma maior humanização do trabalho
 A juíza auxiliar da Presidência do TJTO, Rosa Maria Gazire Rossi, lembra que, independente do trabalho que as pessoas exercem, elas possuem direitos assegurados pelo nosso ordenamento jurídico que não faz diferença entre doenças físicas, psicológicas e psíquicas. “Desde uma simples readaptação no trabalho, conforme as suas limitações, uma remoção para outra cidade para tratar da sua saúde, e os benefícios previdenciários, como direitos ao auxilio doença e a aposentadoria por invalidez”, exemplifica.
A magistrada também explicou que as pessoas que enfrentam essas situações possuem direitos previstos na Lei 20216/2001, equivalentes aos afastamentos, conforme prazos dispostos, assim como também às saídas durante o trabalho para frequentar uma terapia ou consulta médica desde que comprovado, via atestado médico e laudo médico especializados.
“A depressão já é um início de pedido de socorro. E eu entendo que uma humanização, tanto externa para o cidadão, quanto interna do ambiente de trabalho, já nos leva a uma melhoria. Hoje, o TJTO se preocupa com a saúde mental dos magistrados e servidores e isso tem feito à diferença”, lembra.
O fenômeno do suicídio
Para a psicóloga e chefe da Junta Médica Oficial do Poder Judiciário do Tocantins, Bárbara Khristine Alvares Camargo, o fenômeno do suicídio, além de complexo, é influenciado por vários fatores e que generalizações de fatores de risco são contraproducentes. “Analisando, é possível compreender situações de maior risco, entre elas ter acesso aos meios de cometer suicídio; apresentar dificuldade em lidar com frustrações ou estresses agudos ou crônicos da vida; fazer uso abusivo de álcool e outras drogas; sofrer violência doméstica ou baseada em gênero; abuso, negligência e abandono infantil; ser vítima de discriminação; entre vários outros cenários disfuncionais”, detalha.
A psicóloga explica ainda que o sofrimento enfrentado pelas pessoas pode se tornar suportável se elas contarem com a ajuda de outro ser humano e um profissional especializado em sofrimento, que utilizará seu conhecimento para compreender esse mal-estar e ajudar a transformá-lo, ressignificá-lo, permitindo que a pessoa reveja sua vida e descubra novas formas de torná-la criativa.
“Para evitar muitas mortes, é preciso esclarecer ainda que o estigma em relação ao tema do suicídio impede a procura de ajuda. Da mesma forma, sabe-se que falar de forma responsável sobre o fenômeno do suicídio opera muito mais como um fator de prevenção do que como fator de risco, podendo, inclusive, se contrapor a suas causas”, pondera Bárbara.
Falar é sempre a melhor opção
“Antigamente as pessoas desconheciam, mas, hoje, apesar de uma noção maior das doenças e dos tratamentos, ainda há o preconceito em relação a ir ao médico de saúde mental, por julgamentos ligados a loucuras e medo das dependências de medicamentos. O que não é verdade. Nós temos que vencer o preconceito das pessoas em relação à psiquiatria para realizarem o tratamento correto”, disse Sérgio Stella, psiquiatra e médico perito da Junta Médica Oficial do Poder Judiciário do Tocantins.
Sérgio Stella lembra que o tratamento varia de acordo com cada caso clinico, mas que, além da medicação, uma intensa mudança de hábito de vida é necessária. “Um não substitui o outro. Eu faço uma comparação que é como se tivesse um braço quebrado. Um é o momento do gesso, o outro é da fisioterapia. Na psiquiatria é a mesma coisa, só que o gesso é o remédio, e a fisioterapia é a psicoterapia, atividade física, mudança de hábito de vida, alimentação e outras atividades que complementam o tratamento”, explica.
Já Bárbara também lembra que as ideias suicidas e as tentativas de autoextermínio são sempre formas de pedir ajuda. Por isso, é importante que a pessoa queira se comunicar. “Pergunte e escute essa pessoa de forma respeitosa e empática, sem críticas ou julgamentos. Acolha sua dor e seu sofrimento psíquico. Isso já funciona como um alívio e um antídoto, abrindo portas para o tratamento adequado”, aconselha a psicóloga.
“Lembre-se que o suicídio é uma questão muito séria e um problema de saúde pública, portanto não devemos achar que é frescura”, arremata a psicóloga, ressaltando ainda que é necessário uma conscientização que intervir preventivamente vai além da psicologia e da psiquiatria, mas é uma ação transdisciplinar e responsabilidade de todos nós, sociedade, sistemas de saúde, gestores, familiares e colegas de trabalho”.
Texto: Natália Rezende
Arte: Henryque Sirqueira
Comunicação TJTO

Fonte: Tribunal de Justiça do Estado do Tocantins

© Diligência.com.br
competente, confirma , sentença, indenizar, indenização, turma, mandado de segurança, recorreu da sentença, Conselho Regional, Colegiado, desocupação , Defensoria Pública da União, DPU, Ministério Público Federal , MPF, Advocacia-Geral da União , AGU, Caixa Econômica Federal , CEF, Departamento Nacional de Infraestrutura , DNIT, Departamento de Estradas e Rodagem , DER, DNER, PFE, Data do julgamento, Publicação no diário oficial , Servidores públicos , aquisição de estabilidade, condenação, condena, condenado, recorrente , recorrido, constituição federal, aposentadoria por invalidez, AIDS, portador, cardiopatia, imposto de renda, IR, Fazenda Nacional , apelante, princípios da razoabilidade e da proporcionalidade, união , agravo de instrumento, adicional de férias, polo passivo, interesse processual , processamento e julgamento, pensões e aposentadorias, pensão, aposentadoria, competência, demandante, descumprimento da obrigação, sentença penal , unânime, provimento, aposentadoria especial, tempo de serviço, tempo de contribuição, julgou procedente, autarquia , Instituto Nacional do Seguro Social , INSS, CTPS, impetrante, ajuizamento da ação, serviço especial , ANP