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Deixa o amor te surpreender: unidos pelo App Adoção

Jurídicas 30/12/2019
Deixa o amor te surpreender: unidos pelo App Adoção

Deixa o amor te surpreender: unidos pelo App Adoçãoe pelo sonho de ter uma família

Há quem acredite que o que está "escrito" para acontecer, virá de alguma forma. No Rio de Janeiro, Soraia Pacheco Felício acreditava nisso: "Este ano, vou encontrar a minha filha". Ao lado dela, o marido Cleberton Felicio ajudava a nutrir esse sonho. A milhares de quilômetros, em Porto Alegre, Jocasta, em suas orações, também sentenciava: "Se não acontecer agora, não vai ser mais", dizia, referindo-se à adoção tão esperada.

A adolescente de 16 anos tinha razão na pressa, afinal, estava em acolhimento institucional há longos 9 anos e já fazia parte do chamado "perfil de difícil colocação", que engloba adolescentes, grupos de irmãos e jovens com deficiência fora do padrão preferido pelos adotantes (crianças de até 6 anos). Seja pela força do pensamento, desígnio divino, destino ou mero acaso, as vidas dos três se entrelaçaram.

O Aplicativo Adoção deu uma "forcinha" para que isso acontecesse. Foi através da ferramenta do Poder Judiciário que Soraia e Cleberton, habilitados no Cadastro Nacional de Adoção (CNA) há três anos, viram o vídeo de Jocasta. Soraia foi quem descobriu o app, por meio do grupo de preparação à adoção que participava no Rio.

O casal vinha tentando engravidar há alguns anos, mas houve complicações na saúde da Analista de Sistemas. "Para ser mãe, tem jeito", disse Cleberton. Assim, os dois se habilitaram no CNA. Até então, o perfil desejado pelo casal era de uma criança de até 4 anos, que depois foi ampliado para 12 anos.

Soraia, Jocasta e Cleberton: coragem de mudar de planospara atingir um sonho e não deixar de acreditar no amor(Imagem: Mário Salgado)

"Veja o vídeo"

Soraia ficou uma semana olhando o material contido no Aplicativo. Nele, crianças e adolescentes do RS falam brevemente sobre as suas vidas, rotinas e sonhos. Há fotos, cartas e desenhos. Até que a carioca se deparou com o vídeo de Jocasta: "Eu gostaria de ser adotada porque quero ter conselhos de pai e de mãe, uma coisa que eu não tive em toda a minha vida", diz a menina em seu depoimento. "Mesmo quem estiver olhando, eu já estou amando." O recado estava dado.

A mãe conta que, na hora, sentiu aquele "clique", que, até então, ainda não tinha acontecido. "Me chamou a atenção a desenvoltura e os sonhos dela", conta Soraia. A jovem quer estudar Arquitetura, profissão semelhante à do pai, que é profissional de Engenharia, e gosta de estudar matemática, disciplina que a mãe já ministrou. 

O problema era que ele tinha restrições em relação à faixa etária. "Adolescente, nem pensar", definia ele. "Tinha medo da resistência, da fase de rebeldia", confessa o Engenheiro. Quando Soraia viu o vídeo de Jocasta, que já tinha quase 17 anos, foi cautelosa ao mostrá-lo ao esposo: "Apenas veja o vídeo, depois a gente conversa."

O encanto pela menina foi imediato e os dois, juntos, apertaram o botão "interesse em adotar". O caminho para a realização do sonho de serem pais começava a tomar forma. O casal veio a Porto Alegre pela primeira vez em junho para entrevista no Foro Central com a equipe técnica da Infância e Juventude. Foi quando conheceram mais sobre a história da jovem. "Eu já sentia que ela era minha filha", conta Soraia.

"Agora é a minha vez"

Por aqui, Jocasta nem imaginava que sua vida estava prestes a mudar. Após nove anos morando em instituição de acolhimento e ver os irmãos mais novos serem adotados, ela tinha poucas esperanças. "Sempre soube que as pessoas não querem adotar adolescente", conta. Três dias antes do seu aniversário, em agosto, orou: "Disse a Deus que se não fosse agora, eu não teria mais esperanças."

No dia em que completou 17 anos, Jocasta foi levada ao Foro Central de Porto Alegre, onde recebeu a notícia de que seria adotada por um casal do Rio de Janeiro. Ela ganhou um dossiê com informações sobre os pretendentes. No documento de sete páginas, o casal se apresentou e mostrou um pouco da vida deles. Uma coisa chamou a atenção da adolescente: Soraia e Cleberton já tinham montado o quarto da filha há 1 ano. "Ali caiu a minha ficha", lembra.  "Pensei: Agora eu tenho uma família. Agora é a minha vez."

O primeiro encontro dos três ocorreu no final daquele mês. "A Jô tremia. Eu fiquei encantado", conta o pai. Para o período de aproximação, foram programados três encontros - dois em Porto Alegre e um no Rio de Janeiro. A sintonia foi instantânea. "O 'mãe' saiu logo de cara. O 'pai' demorou um pouco mais", lembra a menina. No terceiro encontro, já com a guarda provisória concedida pela Justiça, ela viajou pela primeira vez de avião para conhecer a sua futura casa e o restante da família.

Até que saísse a sentença de adoção - em novembro - a nova família ficou se comunicando por mensagens de vídeo e na ponte aérea Rio-Porto Alegre. A despedida de Jocasta da Capital gaúcha aconteceu no dia 16/12 e, dois dias depois, ela e os pais embarcaram para o RJ, sua nova casa.

Mas as mudanças não param por aí: antes de se deparar com o vídeo da filha no App Adoção, Soraia e Cleberton já estavam de viagem marcada para Portugal, onde ela cursará um Doutorado. Os planos não mudaram, mas foram adiados para 2020, quando a família embarcará com os cinco gatos (Dandaro, Madonna, Rafaela, Nick e Costela) para um período de 4 anos em terras lusitanas.

Jocasta, que passou anos sonhando com uma família, agora tem certeza de que orações são ouvidas e que sonhos se realizam. Soraia e Cleberton passaram a confiar ainda mais na força do pensamento positivo. E quem conhece a história deles, não tem dúvidas de que encontros de almas existem. O que causou esse encontro? A coragem de arriscar: mudar de planos para atingir um sonho, dar uma chance ao novo, apertar um botão, não deixar de acreditar. Ir em frente, de coração aberto, e permitir que o amor se encarregue do resto.

EXPEDIENTETexto: Janine SouzaAssessora-Coordenadora de Imprensa: Adriana Arendimprensa@tj.rs.gov.br 

Publicação em 30/12/2019 09:00Esta notícia foi acessada 44 vezes.

Fonte: Tribunal de Justiça do Estado do do Rio Grande do Sul

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