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Encerramento de Seminário de tratamento adequado de conflitos e de Encontro dos Cejuscs destaca as boas práticas restaurativas

Jurídicas 19/10/2019
Encerramento de Seminário de tratamento adequado de conflitos e de Encontro dos Cejuscs destaca as boas práticas restaurativas
O encerramento do III Seminário de Políticas Públicas de Tratamento Adequado de Conflitos e do 4º Encontro dos Cejuscs do Poder Judiciário Tocantinense abordou o tema “Justiça Restaurativa” nesta sexta-feira (18/10), no auditório da Escola da Magistratura Tocantinense (Esmat).
Na programação, a primeira palestra da tarde foi sobre o tema “Práticas Restaurativas e Humanização”, com o mestre Guilherme Augusto, que trabalhou a respeito da institucionalização das práticas restaurativas e a construção de uma personalidade regional.
Para ele, "humanizar é recuperar a visão de que o outro também é ser humano, com suas qualidades, defeitos e limitações. Precisamos acessar a Justiça enquanto valor, não como sistema”, comentou Guilherme. "Já passamos do debate dos benefícios e importância das práticas restaurativas, precisamos enxergar por quais caminhos vamos buscar a efetividade dessas políticas públicas, dentro de cada particularidade das regiões."
Já a segunda palestra, do juiz titular da Vara da Infância e da Juventude da Comarca de Toledo (PR), Rodrigo Rodrigues Dias, tratou sobre a “Justiça Restaurativa e sua Aplicação no Direito Infracional”. "O sistema pensa diferente, mas se alguém não começar a fazer algo diferente, nós não vamos para frente. Precisamos estabelecer sentido a relações conflituosas e gerar significado na vida das pessoas. O adolescente precisa ser protagonista", explicou o juiz.
"Nós damos muito poucas oportunidades para que os jovens falem. Não conseguimos sempre gerenciar a vulnerabilidade. Precisamos da intencionalidade, trazer à tona o que pretendemos e por quais caminhos pretendemos alcançar esse fim”, pontuou.
O encerramento do seminário contou ainda com oficinas de Círculos de Paz, que trabalharam com os participantes métodos de justiça restaurativa. As ministrantes foram Julianne Freire, Andre Cardinale, Taynã Quixabeira, Elizangêla Brito, Leide Vas e Eliene Diniz.
Texto: Júlia Fernandes / Fotos: Hodirley Canguçu
Comunicação TJTO



Fonte: Tribunal de Justiça do Estado do Tocantins

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